
Como seria bom se amanhecesse um dia ensolarado, com cheiro de café recém-passado e na geladeira estivesse pregado um recado: Lamento, mas Ela é morta.
Ah...Eu daria gargalhadas, dançaria valsas sozinho, e tomaria o melhor café da manhã de minha vida, com bolo de fubá, e queijo minas. Depois sairia a assobiar e ao passar de fronte à escola de artes me matricularia para a turma de sapateado.
Eu seria, ao menos por um dia, o homem mais feliz.
Não me tenhas por um homem cruel, meu leitor, é que ela é causa única de minha infelicidade;
Ah...Eu daria gargalhadas, dançaria valsas sozinho, e tomaria o melhor café da manhã de minha vida, com bolo de fubá, e queijo minas. Depois sairia a assobiar e ao passar de fronte à escola de artes me matricularia para a turma de sapateado.
Eu seria, ao menos por um dia, o homem mais feliz.
Não me tenhas por um homem cruel, meu leitor, é que ela é causa única de minha infelicidade;
Já tentei esquece-la, mas Ela não deixa, parece que tem prazer em me ver sofrer...
Mulher insana, que tatuou seu nome em meu corpo, e me deixou preso a um amor impossível, então, põe-se a amar outros, a dar risadinhas e mandar recados de amor, cheios de pieguice.
O fato é que só posso ser feliz desta forma: Estando Ela morta.
Já pensei matá-la eu mesmo, mas assim não teria graça, seria trágico e as pessoas lembrariam dela de forma reticente, como se ainda vivesse;
Quero que morra de forma cômica. Foi rir e o caroço da melancia que comia enfiou-se no pulmão, ou então, não percebeu que era detergente no copo e tomou.
Também não iria ao enterro. Seria o troco pelas noites que esperei por uma ligação, pelos meus aniversários que esquecera, por todas as vezes que me fez de capacho.
E quem sabe quando anoitecesse, e eu fosse dormir, poderia carpir algumas lágrimas, afinal, agora eu era um viúvo.
Mulher insana, que tatuou seu nome em meu corpo, e me deixou preso a um amor impossível, então, põe-se a amar outros, a dar risadinhas e mandar recados de amor, cheios de pieguice.
O fato é que só posso ser feliz desta forma: Estando Ela morta.
Já pensei matá-la eu mesmo, mas assim não teria graça, seria trágico e as pessoas lembrariam dela de forma reticente, como se ainda vivesse;
Quero que morra de forma cômica. Foi rir e o caroço da melancia que comia enfiou-se no pulmão, ou então, não percebeu que era detergente no copo e tomou.
Também não iria ao enterro. Seria o troco pelas noites que esperei por uma ligação, pelos meus aniversários que esquecera, por todas as vezes que me fez de capacho.
E quem sabe quando anoitecesse, e eu fosse dormir, poderia carpir algumas lágrimas, afinal, agora eu era um viúvo.
[ricardo de oliveira
Um comentário:
Hmmm, texto interessante, lembrou-me muito de Dom Casmurro nas épocas do ciumento Bentinho. Tem o mesmo tom, o mesmo, digamos, sarcasmo.
Mas, sabe, isso:
"Quero que morra de forma cômica. Foi rir e o caroço da melancia que comia enfiou-se no pulmão, ou então, não percebeu que era detergente no copo e tomou."
Isso é o que me fez rir ahuahuauhha
Sensacional esse pequeno trecho!
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